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Mesma
origem,mas com estilos diferentes
por Bruno Rios
Ser
irmão de famoso não é algo fácil para ninguém. No mundo do futebol,
por exemplo, Zoca foi cobrado durante toda a carreira por ser irmão de
Pelé e Raí sofreu no início por tera mesma mãe que Socrátes, só para
citar alguns personagens. Mas pior é ser árbitro de futebol sabendo que
o irmão é um dos maiores nomes do apito nacional. Esse é o desafio de
Luiz Flávio de Oliveira, que apitou o jogo de ontem a noite em Santos.
Seu
irmão, Paulo César de Oliveira, ficou conhecido nacionalmente em 1997,
após marcar vários pênaltis no jogo entre Sport e Vasco da Gama, uma de
suas primeiras partidas. Depois de tantos anos, tornou-se uma referência
no apito, o que traz mais responsabilidade para Luiz Flávio.
O
irmão mais novo explica que se sente mais testado que Paulo César, por
estar em início de carreira e também ser parente de um juíz famoso.
“A cobrança é bem maior, mas eu procuro ter uma característica própria,
não copiando meu irmão. Eu posso dizer que sou mais calmo que ele
apitando, só para citar uma diferença”, ressalta.
Com
os problemas da arbitragem revelados no Campeonato Brasileiro de 2005, os
árbitros agora são encarados com descrédito por parte das torcidas, mas
isso não afeta o trabalho de Luiz Flávio. “Antes, a documentação que
nos obrigavam a enviar dava margem para dúvidas sobre o passado da
pessoa. Hoje, ficou mais complicado enganar alguém. Tivemos colegas que
foram afastados por deverem até condomínios, o que nos dá até tranqüilidade,
pois isso vai acabar com essa onda de descrédito sobre nós”, enfatiza.
Curiosidade
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Um fato curioso a se ressaltar foi o retoque de última hora aplicado por
funcionários da Portuguesa Santista no estádio Ulrico Mursa. Duas horas
antes da partida, a placa de ‘visitante’ que seria usada no placar
durante a partida ainda era pintada. Mas ninguém acabou reparando nisso,
já que o Bugre marcou apenas uma vez, enquanto o time de Santos assumiu a
liderança do campeonato com quatro gols.
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