Coliseu é entregue em noite quente e histórica
Por Bruno Rios

Público convidado acompanhou a reabertura do teatro inaugurado em 1924. Visita do governador do Estado conferiu importância ainda maior ao evento.                                             Foto: Bruno Rios

Teatro Coliseu finalmente abre suas portas


As palavras do maestro da Orquestra Sinfônica de Santos, Luis Gustavo Petri, dão a exata dimensão da importância da noite de quarta-feira para a cultura santista. "Eu estava me preparando para esse evento há dez anos. Dormia sonhando em ver a Orquestra de volta para sua casa, o Coliseu. E isso aconteceu hoje", disse emocionado. Após a apresentação da Orquestra Sinfõnica, o público aplaudiu de pé por mais de três minutos os músicos.

A reabertura do Teatro Coliseu mexeu com os sentimentos das diversas autoridades presentes ao local. O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, fez questão de frisar que "a cidade recuperou um pedaço da alma que estava perdido". Para ele, o santista está "de alma lavada, zerada e renovada para um futuro promissor na cultura".

Papa aproveitou para divulgar que será criado um conselho gestor para administrar o Coliseu. Esse conselho será formado por técnicos e artistas, garantindo assim rentabilidade, eficiência e garantia de bons espetáculos para a população.

A presença do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, chamou atenção pela disposição do pré-candidato a presidência da República, que já tinha visitado Praia Grande, São Vicente e a reforma do Aquário de Santos. Alckmin destacou que o teatro é o símbolo de uma atividade cultural que pode gerar muitas receitas, tanto no turismo como nas artes.

Também presente na noite de gala o ex-prefeito Beto Mansur elogiou a função do poder público no área da cultura. "As pessoas menos letradas devem ter acesso a cultura, a orquestras, a bons livros, e com o Coliseu será assim. O investimento foi alto (cerca de R$ 20 milhões) mas valeu a pena. Me sinto satisfeito", completou.

Uma presença que causou surpresa para muitos foi a do senador Marco Maciel (PFL-PE). Ele disse estar maravilhado com a estrutura do Coliseu, não notando que o ar condicionado não funcionou da melhor forma, pois várias pessoas reclamavam do calor dentro do local. "O teatro é uma catedral da cultura". Mas não faltou política em suas declarações, já que o senador fez questão de declarar que não apóia a verticalização nas eleições 2006.

Homenagens - Foi assinado no Coliseu o decreto que transfere a capital do Estado de São Paulo para a cidade de Santos todo dia 13 de junho, em homenagem ao patriarca da Independência, José Bonifácio. Para o deputado federal Bonifácio de Andrada, herdeiro da família, essa é uma homenagem que deve ser vista com carinho. "José fez muito, e se o Brasil está unido dessa forma, muito devemos a ele".