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Ex-militante
comunista é homenageado na Câmara
por Aline Alves
| Solenidade homenageou o
operário Manoel Fiel Filho, morto em 76, pela repressão militar.
Ainda houve lançamento de livro na ocasião. |
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Foto: Aline Alves

Benedito Furtado (PSB) presidiu a
sessão |
Com atraso de 45 minutos
foi realizada nesta terça-feira, na Câmara de Vereadores de Santos, uma
sessão solene em homenagem ao operário comunista Manoel Fiel Filho,
torturado e morto pelo DOI-Codi há 30 anos. Na mesa compunham o vereador
e idealizador da homenagem, Benedito Furtado (PSB), o jornalista Sérgio
Gomes e o militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Raimundo Alves
de Sousa.
De acordo com Benedito
Furtado, assim como o jornalista Vladmir Herzog, Fiel foi um mártir que
tombou na época em que a ditadura estava tão feroz que apenas com atos
de defesa, um militante era morto. Homenagear um ex-militante através de
uma solenidade é uma honra. Nada contra os intelectuais.
Ao subir na Tribuna
para discursar, Sérgio Gomes pediu um minuto de silêncio em memória ao
ex-prefeito de Santos David Capistrano que era ex-militante do partido,
antes ser do Partido dos Trabalhadores. Para o jornalista, quando Fiel foi
morto, muitas pessoas pensavam que o pior já tinha passado e não sabia o
que estava acontecendo com o Brasil naquela época. “Um homem simples e
batalhador como Fiel merecia muito mais do que uma homenagem” completou
Sérgio.
Reinaldo Martins,
representante do diretório municipal do PT em Santos, afirmou que Manoel
Filho foi a resistência do comunismo. “Ele foi homem que morreu
anonimamente por um mundo mais digno”.
“Fiel da Balança”.
É assim que Alfredo de Souza, diretor regional de Santos do Sindicato dos
Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, define Manoel Fiel
Filho. Souza conta que Fiel era um simples operário e pobre, que não
tinha vinculo nenhum com da imprensa com o Partidão. “Ele somente
gostava de entregar o jornal Voz Operária e era um simples
comunista que foi preso, torturado e morto, igualmente a Vlado, 82 dias
antes.”
Com sua morte, a rumo a
redemocratização do Brasil estava a caminho. Manoel Fiel foi importante
para a imprensa, pois os órgãos começaram a dar importância para o que
representava a linha separatista entre a ditadura e a anisitia.
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