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Ídolos
no Brasil não tem vez.......
Cheguei
a essa conclusão no dia em que foi exibido o primeiro programa do ex
jogador Maradona, na Argentina. Foi um fenômeno de audiência, ele foi
ovacionado quando entrou no palco, músicas feitas para ele e com toda a
polpa de um celebridade.
Tudo
isso após ele quase trocar a terra pelo plano superior, após uma grave
overdose, na qual o deixou em coma por vários dias, sendo até
considerado morto pelos jornalistas. Milhões de argentinos fizeram plantão
na porta do hospital para obter notícias de seu astro. Na argentina todos
os jornais exaltam o que Maradona fala, mesmo sendo sem nexo, como se ele
fosse o dono da verdade.
Já no
Brasil, a história é diferente. Farei uma comparação com o próprio
Pelé. O desprezo pelo ídolo já começa no momento em que alguns
brasileiros colocam em dúvida a superioridade técnica dele contra
Maradona. Você acha que isso também ocorre na Argentina? Nem pensar, lá
Maradona é rei, o melhor jogador de futebol. Pois bem, isso é apenas o
começo. Quando Pelé dá uma declaração, o que é muito raro, os
jornalistas dizem que quando ele abre a boca não sai coisa boa.
Eu
recorri a histórias do passado para poder mostrar a minha indignação
pela falta de sensibilidade e pela sacanagem que o Vanderlei Luxemburgo e
a diretoria do Santos fizeram com Giovanni. Ele é o único ídolo e o
jogador que mais se identifica com o clube, fez história em 1995, levando
um time jovem para as finais do Brasileirão, sendo roubado na final. O
Messias, como é conhecido, foi embora para a Espanha, mas prometeu voltar
ao Santos para conquistar o título que o haviam tirado. E após 10 anos,
ele voltou...
Porém,
novamente lhe tiraram o sonho de ser campeão pelo Santos. Eu só acho que
essa foi uma decisão muito precipitada, apesar de concordar que ele
estava passando por uma má fase. A diretoria e o técnico poderiam deixar
ele no banco até recuperar seu físico, pois ele tem crédito com o
clube. Eles só não poderiam ter enxotado um ídolo de uma geração,
como se fosse um Zé ninguém, sendo colocado no mesmo nível de Luizão e
Pittbul que nada fizeram pelo clube.
Por
isso que eu admiro clubes que defendem seus patrimônios e seus ídolos,
como é o caso do Rogério Ceni e o Marcos, que tem uma identificação
grande com o clube e são sempre preservados.
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Fabrício Seixas
escreve neste espaço todas as segundas e sextas-feiras. |